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O Gajo das Riscas

Lisboa, (um estaleiro) para inglês ver

por O Gajo das Riscas, em 12.01.17

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Dizia-me hoje um amigo: "Se eu apanho o Medina, enfio-o no meu Corsa e desafio-o para fazer Lisboa de uma ponta a outra como eu tenho de fazer todos os dias."

 

Eu sorri. Para não falar ainda mais do que tenho falado, inclusivamente aqui no blogue.

 

E continuou o meu amigo: "Basicamente, ele tirou faixas de rodagem para fazer jardins e, as que ficaram, têm metade do tamanho." Totalmente verdade.

 

Medina, de resto, e sei eu de fonte segura (inchem, jornalistas de primeira), já foi mesmo questionado sobre a legalidade da largura das faixas de rodagem, nomeadamente para a passagem de veículos prioritários, sejam eles ambulâncias ou camiões dos bombeiros. Eu estou tentado a apostar: NÃO PASSAM.

 

Alcatrão, muito alcatrão novinho em folha na cidade. A maioria, porém, mal colocado (à pressa, claro, mas depois de várias semanas de ter sido arrancado o antigo - imaginem passar, por exemplo, de mota numa estrada com alcatrão arrancado. Não o façam!) E jardins, muitos jardins. Todos eles feios, digo eu, todos eles ainda sem iluminação, pelo menos a minimamente exigível para uma cidade que se diz capital do país.

 

E, com tudo isto, é ver os turistas boquiabertos com o estaleiro em que se transformou Lisboa. Bem sei que 2016 deve ter batido vários recordes no que a número de dormidas nos hóteis diz respeito. Estou para ver o que nos reserva 2017. Uma coisa é certa: dificilmente quem aqui veio em 2016 vai voltar enquanto souber que as obras continuam.

 

Mas uma coisa é certa: todas elas acabarão em 2017. Ano de... eleições. Elementar. Nem que, para isso, Medina continue a distribuir os já famosos prémios aos empreiteiros que terminaram a obra antes do previsto. Bravo!

 

Ainda as obras da capital...

por O Gajo das Riscas, em 04.11.16

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Fecho a semana tentando um percurso alternativo para fugir às obras em Lisboa. Até não correu mal mas as obras, essas, apanhei-as na mesma.

 

E, enquanto estava parado, na já tradicional fila de trânsito (merecia aparecer nos guias turísticos da capital), olhei para os cartazes das obras e sorri. A mensagem: «Prometemos ser breves.» Assinada por quem? Pela Câmara Municipal de Lisboa. E quem manda na Câmara? Um político. Ora, a palavra promessa junto com a de político, na mesma frase, soa a mentira.

 

Um conselho para quem pensa (se é que essa pessoa existe) os cartazes informativos da edilidade: não mintam também. Coloquem, em vez de um «prometemos se breves», algo como «disseram-nos que isto não ia demorar» ou «se demorar a culpa é do anterior Governo». Fica melhor.

 

Desabafo pós-feriado

por O Gajo das Riscas, em 02.11.16

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Quando é que as obras que fazem Lisboa parecer Bagdad deixam de fazer com que Lisboa pareça Bagdad?

 

Imaginemos que precisamos de fazer obras em casa. Em várias divisões, aliás. Começamos por um quarto, mudando-nos para o outro. Só depois desse estar terminado, avança-se para nova divisão. E assim sucessivamente. Certo? Isto a uma escala pequena, idealizada por um neurónio só. Então porque raio, na capital, decidiram fazer tudo de uma vez? É para estar tudo pronto em... 2017, ano de autárquicas?