Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Gajo das Riscas

O verdadeiro serviço público

por O Gajo das Riscas, em 24.11.16

Ontem dei aqui a minha opinião sobre a 'Black Friday'. Não sendo nenhum expert na matéria, já levo alguns anos disto e pude vivenciar, em pouco tempo, a enorme afluência a este dia, tanto das marcas como dos clientes.

 

Ora esse 'boom' levou, como expliquei, a várias falcatruas das marcas, das lojas, inflacionando preços para depois aplicar um desconto... falso.

 

Pois bem, a DECO parece ler lido os meus/nosso pensamentos e disponibilizou este link que será quase uma bílbia nas próximas horas. Fica aqui, por extenso, a ferramenta que deve utilizar: http://www.deco.proteste.pt/black-friday

 

A terminar, mais uma dica: não queira comprar tudo e, muito menos, não tenha pressa. Além da 'black friday', existirá a 'cyber monday' e, pelo meio, o fim de semana recheado das mesmas promoções e descontos que começam esta sexta-feira.

 

Malta: isto é serviço público do verdadeiro não? Já agora, fica um desafio: comentem depois, neste post, com os links de produtos que compraram/compararam/ficaram interessados. Ia ser giro...

Vem aí a 'black friday'

por O Gajo das Riscas, em 23.11.16

black friday.jpg

Quem já me conhece (ao fim deste tempo, há alguns, felizmente) sabe muito bem que odeio os estrangeirismos, a importação de modas lá de fora. Há, contudo, aquelas que dão um jeitaço. É o caso da 'Black Friday', que chega já esta sexta-feira.

 

Basicamente, e para simplicar, a 'Black Friday' é, para mim, sinónimo de dia de despachar compras de Natal. Sempre fui daqueles que deixava tudo para a última da hora. Daqueles que no dia 24 de dezembro ainda passava, ao fim da tarde, no Centro Comercial para comprar as últimas prendas para aqueles convidados de última hora para a ceia ou para aqueles amigos com quem, de repente, iríamos estar por esses dias.

 

Pois bem: a 'Black Friday' mudou-me os hábitos. Primeiro, passei a comprar quase tudo com um mês de antecedência. Segundo, passei a comprar quase tudo online.

 

Meus amigos, não deixem passar este dia. Mas, sobretudo, leiam bem, leiam muito e comparem preços. Há aí muita aldrabice disfarçada de promoção. E eu, como sou um mero blogue pobre desta rede, não venho aqui para vender o peixe de ninguém a troco de alguns euros de publicidade encapotada.

 

Conselhos para a 'Black Friday' de quem já leva uns anitos disto? Primeiro: sim, compensa, mas quando se tem algo debaixo de olho e já se está por dentro dos valores. Segundo: compensa, e muito, em termos de tecnologia. O resto, são promoções iguais a tantas outras. Terceiro: comprem, apenas e só, em sites onde já compraram. Não arrisquem naqueles sites patrocinados do Facebook onde, sei por experiência de amigos, acontecem azares em demasia (ou o produto não chega a tempo, ou vem produto trocado ou... não há produto nenhum).

 

Posto isto... fiz serviço público. As meninas já me podem desculpar do último post?

'Fast food' em vias de extinção

por O Gajo das Riscas, em 16.11.16

a.jpg

Esta imagem foi partilhada hoje pelo António Raminhos na sua página de Facebook. Além de me soltar uma valente gargalhada, normal num dos comediantes em melhor forma da nossa praça, pôs-me também a pensar... no duplo sentido.

 

Em primeiro lugar, a fast food, no sentido literal do termo, está em vias de extinção. Qual panda, a moda agora é... não comer a dita comida de plástico. Até os hamburgueres, outrora principal símbolo dessa alimentação, transformou-se num prato gourmet. À ideia original da cadeia portuguesa H3, surgiram, quais cogumelos, hamburguerias que transformam o típico manjar rápido num sem fim de soluções. Até cores meus amigos... a cor do pão tem ganho variadíssimos tons, conforme os ingredientes usados para o seu fabrico. Caro McDonald's, caro Burger King, entrar nos vossos espaços agora é quase como ser apanhado a fumar uma ganza. A sociedade reprova-vos.

 

Passemos então ao outro sentido do termo 'fast food', aquele com que António Raminhos, perspicazmente, brincou. Também aqui a sociedade reprova. Mas menos. Cada vez menos. A dita 'one night stand' não é, para mim, uma traição digna de guilhotina (tenham lá calma nas críticas, deixem-me explicar). Trair o parceiro é sempre reprovável. Certo. Mas haverá amor num caso de uma noite? Claro que não. Paixão? Duvido. Há apenas ali desejo, há apenas o sentimento mais primitivo do Homem. O/A parceiro/a continua a ser o homem/mulher da sua vida, continua a não trocá-lo/a por nada. E, meus amigos, arrisco-me a dizer que depois de existir a tal 'one night stand', a relação só vai tornar-se ainda mais forte e saudável.

 

Agora nada de abusos. Faz o que eu digo, não faças o que eu faço. Neste caso, estejam lá quietos. Isto é tudo abstrato.

Para acabar o #Websummit

por O Gajo das Riscas, em 12.11.16

Bairro-Alto-NEW.jpg

Sim, eu sei. O Web Summit já acabou. Dizem que foi um sucesso. Mas eu, como desconfio sempre das versões oficiais, vou esperar por outros números.

 

Mas o que me leva a escrever aqui é... o comportamento dos 'geeks' fora do seu 'habitat' natural. Passando pelo Bairro Alto, onde bandeirinhas roxas coloriram as ruas nos últimos dias, as garrafas de cerveja foram substituídas por... Fanta. Sim, nem uma nem duas. Vi várias latas de Fanta espalhadas nas ruas.

 

Além de porcos, são... meninos.

Pode ser que com um 'meme' isto resulte

por O Gajo das Riscas, em 10.11.16

meme.jpg

 

Os ordenados dos generalistas

por O Gajo das Riscas, em 10.11.16

teresa.jpg

Teresa Guilherme ganha 50 mil euros por mês, apenas quando está a apresentar programas que estejam no ar. Ainda na TVI, Manuel Luis Goucha e Cristina Ferreira ganham 40 mil cada um.

 

Já na SIC, Fátima Lopes anima as tardes a troco de 35 mil euros.

 

Agora a sério: somos mesmo assim tantos a assistir a este tipo de programas? E vou mais longe: somos assim tantos a ainda ver os canais generalistas?

A eleição de Trump (e a vergonha de ser... português)

por O Gajo das Riscas, em 09.11.16

3.jpg

Acabei a terça-feira triste, comecei a quarta-feira revoltado. Vamos por partes: Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos. Pela população dos Estados Unidos. Em democracia. A opinião sobre se era ou não a melhor opção para os norte-americanos, fica para cada um. E pode ser partilhada, claro. As redes sociais ajudam a isso.

 

O direito à opinião (ainda) nos assiste, a todos e a qualquer um. Agora o direito à ofensa... isso não. Chamar estúpidos aos americanos é, para mim, um exagero. Uma falsidade, até. Que direito tem um qualquer português, sentado na sua secretária, ou a caminho do seu trabalho, de smartphone na mão, de tecer juízos de valor sobre uma pessoa de outro país que, exercendo o seu direito ao voto, escolheu quem, para si, era a melhor (ou a menos má) opção para governar o país onde reside, onde provavelmente terá nascido, onde paga os seus impostos?

 

Mais: que direito tem um português de colocar em causa a eleição democrática num país quando, no seu, foi eleito Primeiro-Ministro um político que, nas urnas, e na prática, perdeu?

 

E acrescento outro dado: quantas das centenas (arrisco a dizer milhares) de pessoas que ofenderam, tanto presidente como população, dos Estados Unidos após conhecidos os resultados das eleições, sabe de facto o background de Donald Trump e, sobretudo, de Hillary Clinton? E dessas dezenas (vá, centenas) dos que sabem, de facto, os antepassados dos candidatos, conhecem realmente como funcionam as eleições nos Estados Unidos? Quantos sabem, por exemplo, o que é o Colégio Eleitoral? E porque raio os norte-americanos votam a uma terça-feira?

 

Leiam, amigos. Leiam muito. Formem a vossa opinião. A vossa própria opinião. E, claro, partilhem com os outros as vossas conclusões. Agora, por favor, não insultem quem exerceu o seu direito de ir às urnas e quem teve a coragem de avançar para um dos mandatos mais difíceis da história do pior país para se governar.

#Websummit

por O Gajo das Riscas, em 07.11.16

web_summit_01.jpg

Usei uma hashtag no título. Não se habituem. É a primeira e (espero eu) a última vez que o faço. Foi só para dar um ar geek à coisa, uma vez que estamos em semana de Websummit.

 

E o que raio é o Websummit? Pois bem... pesquisem. Eu não me dei a esse trabalho e acabei por saber, sobretudo pela esgotante montanha de informação que nos é impingida sobre o evento. Sorri apenas na parte do preço dos bilhetes.

 

Se é bom para Portugal receber este evento? Claro! Se seremos a nova Sillicon Valley? Não, obviamente.

 

Espero que seja bom, espero que nos traga vantagens no futuro. Não me peçam é para achar piada ao que lá se passa.

Ainda as obras da capital...

por O Gajo das Riscas, em 04.11.16

550405.png

Fecho a semana tentando um percurso alternativo para fugir às obras em Lisboa. Até não correu mal mas as obras, essas, apanhei-as na mesma.

 

E, enquanto estava parado, na já tradicional fila de trânsito (merecia aparecer nos guias turísticos da capital), olhei para os cartazes das obras e sorri. A mensagem: «Prometemos ser breves.» Assinada por quem? Pela Câmara Municipal de Lisboa. E quem manda na Câmara? Um político. Ora, a palavra promessa junto com a de político, na mesma frase, soa a mentira.

 

Um conselho para quem pensa (se é que essa pessoa existe) os cartazes informativos da edilidade: não mintam também. Coloquem, em vez de um «prometemos se breves», algo como «disseram-nos que isto não ia demorar» ou «se demorar a culpa é do anterior Governo». Fica melhor.

 

Transmitiu? Desamigou

por O Gajo das Riscas, em 03.11.16

tech.png

Há por aí algum entendido em hacking? Mas daqueles bem complicados, capazes de meter um simples telemóvel a deitar fumo (explosões não, Samsung. Explosões não).

 

Preciso apenas de um favorzinho: um malware qualquer que faça derreter todos os telemóveis das pessoas que, ao invés de partilharem o seu almoço, o seu passeio, a sua selfie com uma simples fotografia (inútil, sim, mas passageira), optam agora por um... vídeo em direto.

 

A mim não me causa transtorno que qualquer evento digno desse nome na vida de uma pessoa sirva de desculpa para uma transmissão em vídeo no Facebook. Mas... é mesmo obrigatório recebermos uma notificação para uma ação tão... estúpida e inútil? Eu não quero saber!

 

Enquanto não surge o tal hacker solicitado, uma solução à moda antiga: transmitiu? Desamigou. Resto de bom dia.